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13 de maio de 2015

Após a morte os mortos estão dormindo ou estão conscientes?



Você Pergunta: Sempre tive essa dúvida se quando morremos ficamos dormindo até que chegue o dia do juízo final ou se ficamos acordados e conscientes.Cara leitora, essa questão é bem interessante e não é tão difícil de respondermos. Veremos que é mais uma questão de interpretar corretamente os textos bíblicos dentro de seus respectivos contextos do que algo obscuro que a Bíblia não nos revela.


A Bíblia diz que os mortos estão dormindo?

(1) É bem interessante notar que alguns textos usados por aqueles que afirmam que ficamos dormindo após a morte são usados isoladamente sem a interpretação correta de seu contexto. Vejamos um deles: “Isto dizia e depois lhes acrescentou: Nosso amigo Lázaro adormeceu…” (João 11:11). Observe que Jesus afirma que Lázaro “adormeceu”. Jesus estava falando que a alma do morto Lázaro estava dormindo? Evidentemente que não! O próprio Jesus esclarece logo a frente, em João 11:14:“Então, Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu”. Outro texto também muito usado para embasar o sono da alma, é 1 Tessalonicenses 4:13: “Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança.”. Paulo está falando nesse texto que as almas dos parentes daquelas pessoas estavam dormindo? Também não. Note o contraste que Paulo faz com a palavra “vivo” no verso 17. O foco de Paulo aqui é a morte física e como ela não é o fim de nossa vida.

(2) A Bíblia usa muitas palavras diferentes para descrever a morte. Por exemplo: adormeceu (João 11:11; Atos 13:36). A pessoa dormindo tem a mesma postura de uma pessoa morta, fica deitada. Outra palavra: Dormir (Daniel 12:2; 1 Tessalonicenses 4:13). A pessoa morta parece uma pessoa dormindo. Mais uma: Sono (Jeremias 51:39). São palavras mais “amenas”, e até poéticas, usadas para lidar com mais tranquilidade com esse duro momento para o ser humano. Em nenhuma dessas passagens bíblicas há embasamento que apoie o pensamento de que os mortos estão dormindo.


A Bíblia diz que os mortos estão conscientes?


(1) Sim, a Bíblia diz isso claramente. Paulo diz em 2 Coríntios 5:8: “Entretanto, estamos em plena confiança, preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor”.Como Paulo poderia encontrar-se com o Senhor e habitar com Ele depois de sua morte se estaria dormindo?

(2) Quando Jesus e alguns discípulos sobem ao monte e acontece a transfiguração de Jesus, vemos algo interessante: “E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele” (Mateus 17:3). Como Moisés e Elias poderiam falar com Jesus se a alma deles estava dormindo o sono da alma? Alguns afirmam que Elias não passou pela morte (isso é verdade), mas Moisés não só morreu como foi sepultado pelo próprio Deus (Deuteronômio 34:5-7).

(3) Na parábola do rico e Lázaro (Lucas 16:19-31) Jesus usa como pano de fundo de Sua parábola mortos que estavam conscientes tanto no céu quando no inferno, que dialogavam e, inclusive, interagiam com outro que já tinha morrido há muito tempo (Abraão). Será que Jesus usaria uma mentira como parábola? Se os mortos ficam dormindo após a morte, então, Jesus mentiu nessa parábola.

(4) Mais incrível ainda é ver o que Apocalipse 6:9-10 diz: “Quando ele abriu o quinto selo, vi, debaixo do altar, as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam. Clamaram em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?”. Observe que esses mortos citados estavam clamando a Deus por justiça, pois foram mortos por perseguição religiosa. Como alguém que está dormindo (e, portanto, inconsciente) pode clamar a Deus?

(5) Assim, creio que está evidente na Palavra de Deus que há certa consciência daqueles que morreram onde quer que estejam. Apesar de a Bíblia não nos dar grandes detalhes de como isso funciona na prática, não podemos negar que a Bíblia deixa claro que não existe essa questão de a alma ficar dormindo após a morte. Existe consciência e isso está provado pelos textos bíblicos.

Este texto é do Presbítero André Sanchez.
Para visitar a página dele: http://www.esbocandoideias.com/

Estou compartilhando com vocês porque realmente acredito que seja assim mesmo baseado nas minhas leituras bíblicas e também porque quero ter o texto do André guardado pra mim.

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13 de março de 2014

O que significa santificação?



Desde o início da Bíblia o que mais vemos Deus cobrar do seu povo é a santificação. O ser humano, naturalmente, sem precisar de um aprendizado prévio, já tem dentro de si uma inclinação para fazer aquilo que desagrada a Deus. Basta olhar uma criança, que mesmo tendo vivido pouco tempo já tem em si a inclinação para fazer o que é errado. Os pais se surpreendem em não ter ensinado determinadas coisas, mas a criança mesmo assim já saber delas.

No entanto, este comportamento “natural” que temos não é bom e nem do agrado de Deus. “Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação” (1 Ts 4:3).“porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação.” (1 Ts 4:7). “porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.” (1 Pe 1:16). O que agrada a Deus é a nossa santificação.

Estas atitudes “naturais”, que nascem conosco, são fruto da natureza do pecado que existe em nós e devem ser combatidas. Buscar a santidade é combater a nossa natureza pecadora e vencê-la através da ação do Espírito Santo em nossa vida.

Santificação significa o processo que acontece em nossa vida que nos leva a sermos santos. Ser santo significa estar conectado com a vontade de Deus e desconectado com o pecado. A vontade de Deus está descrita em Sua palavra, a Bíblia Sagrada. É nela que encontramos as diretrizes para uma vida que agrada a Deus. É um processo contínuo, trabalharemos em cooperação com Deus pela nossa santificação a vida toda. Nunca chegaremos à perfeição nesta vida, mas podemos viver como santos, aperfeiçoando-se a cada dia, e assim, agradar a Deus.

A Bíblia diz que a santificação é obrigatória no nosso relacionamento com Deus. Não é uma opção a ser feita. “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12:14). Sem a santidade em nossa vida estamos separados de Deus e unidos com o pecado. “Mas as suas maldades separaram vocês do seu Deus; os seus pecados esconderam de vocês o rosto dele, e por isso ele não os ouvirá.” (Is 59:2 – NVI)

O melhor caminho para o ser humano é aproximar-se de Deus e ser santo. Lutemos juntos com Deus pela pureza em nossa vida e pelo total desprezo ao pecado. É uma luta árdua, mas que vale a pena.

“Portanto, santificai-vos e sede santos, pois eu sou o SENHOR, vosso Deus.” (Lv 20:7)


Texto de André Sanchez do Blog Esboçando Ideias
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23 de janeiro de 2014

O que significa conversão?


Quando um carro está transitando por uma avenida e o motorista decide que precisa mudar a direção em que está seguindo, faz uma manobra que tem o nome de conversão. Ele muda de rota, a rota em que andava já ficou para trás; agora ele vê uma nova avenida, com novas coisas, com nova decoração, com um asfalto diferente, com novos atributos.

Conversão significa mudar de direção. Sem Deus todos os homens, sem exceção, estão transitando por uma avenida que os levará diretamente à perdição. Por melhores que as pessoas possam ser, o pecado está enraizado em suas vidas e conduzindo-as através de uma avenida que vai levá-las à morte eterna (que é a separação de Deus por toda a eternidade).

A conversão é quando há uma mudança dessa direção terrível, que leva à morte, para a direção dada por Deus, que leva à vida. Essa mudança acontece pela atuação de Deus no coração da pessoa. Os principais sinais dessa mudança de direção são o arrependimento e a busca de mudança de vida baseada na vontade de Deus contida na Bíblia. Quando alguém vira um convertido, ganha a salvação, não está mais na velha avenida da perdição, mas em uma nova avenida que leva diretamente ao Senhor.

Paulo orientou os efésios a respeito do que haveria de fazer parte da vida de quem mudou de direção. Observe o contraste entre a “avenida antiga” e a “nova avenida”:

“Portanto, abandonem a velha natureza de vocês, que fazia com que vocês vivessem uma vida de pecados e que estava sendo destruída pelos seus desejos enganosos (…) Vistam-se com a nova natureza, criada por Deus, que é parecida com a sua própria natureza e que se mostra na vida verdadeira, a qual é correta e dedicada a ele. Por isso não mintam mais. Que cada um diga a verdade para o seu irmão na fé, pois todos nós somos membros do corpo de Cristo! (…)Quem roubava que não roube mais, porém comece a trabalhar a fim de viver honestamente e poder ajudar os pobres. Não digam palavras que fazem mal aos outros,mas usem apenas palavras boas…” (Ef 4. 22, 24, 28, 29 – NTLH)

A conversão provoca mudanças visíveis na vida de uma pessoa. Não significa que imediatamente a pessoa se transformará em um perfeito, pois ninguém chegará nesse nível aqui nesta terra. O processo que ocorre após a conversão é gradual, ou seja, dia após dia, a pessoa em obediência a Deus, vai vencendo tudo que carregou da “antiga avenida” e vai construindo em cooperação com Deus uma “avenida” totalmente nova. Esse processo chama-se santificação.

Escrito por André Sanchez do Blog Esboçando Ideias
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20 de janeiro de 2014

O que significa pecado?


Em primeiro lugar a palavra pecado nunca deveria ter existido, mas existe. Em Gênesis, no capítulo 1 e 2, temos a descrição da criação, que também incluí a criação do homem e da mulher, e uma breve descrição da vida deles sem o pecado no jardim do Éden. A Bíblia não nos diz quanto tempo Adão e Eva viveram sem saber o que era pecar. O fato é que, num determinado momento de suas vidas, pela desobediência a Deus, o pecado entrou na vida de Adão e Eva.

Para entendermos melhor o que significa pecado, vamos separá-lo em duas partes:

“Pecado original” é o nome dado a condição de pecadores que todos nós herdamos de Adão e Eva. O primeiro casal era o representante de toda a raça humana, por isso, todos que nascem herdam deles a condição de pecadores, pois eles pecaram. A Bíblia fala a respeito desse primeiro pecado que resultou na “contaminação” de todos os seres humanos:

“Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.” (Rm 5:12)

Do pecado original surgiram os “pecados atuais”. Eles são os pecados que cometemos no nosso dia a dia, no decorrer da nossa vida.

Pecado significa um desacordo com a lei de Deus. Quando alguém peca está ofendendo a Deus por desobedecer àquilo que Ele orienta como a vontade Dele. O pecado, em resumo, é desobedecer a vontade de Deus. Para ficar mais claro, a Bíblia dá alguns nomes interessantes para o ato de pecar:

Desobediência, transgressão (Quebra de uma ordem, de um dever ou de uma lei), iniquidade, mal, maldade, malignidade, perversidade, rebelião, rebeldia, engano, injustiça, erro, falta, impiedade, concupiscência (Forte e continuado desejo de fazer ou de ter o que Deus não quer que façamos ou tenhamos), depravação.

Todas as formas do pecado nos levam ao caminho oposto ao de Deus. O pecado nos separa de Deus e nos leva para longe Dele. Todo pecado gera conseqüências; a Bíblia diz que a conseqüência mais terrível do pecado é a morte (que significa a morte física e a separação total de Deus, que é o inferno) (Rm 6:23). O pecado tem o poder de nos levar ao inferno.

Felizmente, Deus deu uma solução para o problema do pecado. Para saber, leia os artigos:

O que significa remissão de pecados e redenção?

O que significa salvação?

O que significa expiação?

Escritos por André Sanchez do Blog Esboçando Ideias
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18 de janeiro de 2014

O que significa evangelho?


Evangelho é uma palavra apaixonante. O seu significado talvez seja o mais sublime dos significados. É a palavra mais esperançosa que o nosso vocabulário já pode produzir. Sem ela e o que ela significa, o que seria de nós? Sem ela o que restaria seriam apenas más notícias. A palavra Evangelho é uma palavra de origem grega que significa “boa notícia”.

Essa boa notícia é a mensagem de salvação e esperança trazida por Jesus Cristo ao mundo e depois proclamada pelos apóstolos e outros discípulos, e após eles, proclamada por centenas de gerações até o dia de hoje.

Jesus falou das boas notícias e as mostrou para as pessoas: “E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades.” (Mt 9:35),

“O Senhor me deu o seu Espírito. Ele me escolheu para levar boas notícias aos pobres e me enviou para anunciar a liberdade aos presos, dar vista aos cegos, libertar os que estão sendo oprimidos e anunciar que chegou o tempo em que o Senhor salvará o seu povo. ” (Lc 4:18-19 – NTLH)

Os apóstolos e outros discípulos de Jesus deram sequência na anunciação das boas notícias: “E, tendo anunciado o evangelho naquela cidade e feito muitos discípulos, voltaram para Listra, e Icônio, e Antioquia…” (At 14:21)

Jesus Cristo é a própria boa notícia. Ele é o Evangelho. A vinda Dele é a notícia de que há esperança, de que Deus trouxe a Sua salvação ao mundo, de que o mal pode ser destruído e o bem pode triunfar, de que através da fé podemos ter nossos pecados perdoados e nos reconciliarmos com Deus…

Os ensinos deixados por Jesus que foram registradas nos livros de Mateus, Marcos, Lucas e João também recebem o nome de Evangelho. A partir dessa palavra surgiu outra de igual teor: evangelização. Evangelização é o ato de mostrar o evangelho as pessoas. Jesus ordenou aos seus discípulos que passassem a “boa notícia” para as outras pessoas e assim elas pusessem conhecê-Lo. “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.” (Marcos 16:15)

A mensagem de que a salvação existe e nos foi dada por Deus através de Jesus é a melhor das boas notícias e deve ser espalhada por todos nós das formas mais variadas que pudermos encontrar.

Escrito por André Sanchez do Blog Esboçando Ideias
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O que significa ascensão de Cristo?


A palavra ascensão significa escalada, subida, elevação. Para os cristãos essa palavra tem um significado muito mais profundo, principalmente quando se fala da “ascensão de Cristo”. Todos sabem que Jesus Cristo morreu. No entanto, a morte não foi capaz de prendê-lo no túmulo; Ele venceu a morte e ressuscitou.

Após ter vencido a morte e voltado à vida, a Bíblia relata que Jesus aparece e interage com várias pessoas em seu próprio corpo por um espaço de tempo de quarenta dias, evidência clara da Sua ressurreição.

“Depois do seu sofrimento, Jesus apresentou-se a eles e deu-lhes muitas provas indiscutíveis de que estava vivo. Apareceu-lhes por um período de quarenta dias falando-lhes acerca do Reino de Deus. Certa ocasião, enquanto comia com eles, deu-lhes esta ordem…” (At 1. 3-4 NVI)

Ascensão de Cristo significa que Jesus não ficou morando aqui em nosso mundo, Ele foi elevado às alturas até o Seu trono à destra de Deus, cerca de quarenta dias após a Sua morte e ressurreição.

“Tendo dito isso, foi elevado às alturas enquanto eles olhavam, e uma nuvem o encobriu da vista deles.”
(At 1:9 – NVI)

Porém, o fato mais marcante da ascensão de Jesus foi a revelação feita pelos dois anjos aos que testemunharam a subida Dele ao céu:

“…De repente surgiram diante deles dois homens vestidos de branco, que lhes disseram: “Galileus, por que vocês estão olhando para o céu? Este mesmo Jesus, que dentre vocês foi elevado ao céu, voltará da mesma forma como o viram subir”. (At 1:10-11 – NVI)

Jesus voltará do céu no “último dia” para concretizar todo o plano de Deus e levar consigo a Sua igreja para a vida eterna.

Escrito por André Sanchez do Blog Esboçando Ideias
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17 de janeiro de 2014

O que significa ressurreição?


Ressurreição significa a volta de um morto à vida. Parece algo bem estranho, pois não costumamos presenciar atualmente pessoas que já morreram voltando a viver em nosso meio. No entanto, temos vários exemplos e nomes de pessoas que ressuscitaram descritos na Bíblia:

Lázaro (Jo 11. 39-44), a filha de Jairo (Mc 5. 38-42) e Tabita (At 9. 36-41) são alguns exemplos. Porém o exemplo maior quando se fala em ressurreição é Jesus Cristo.
Lázaro, a filha de Jairo e Tabita, ressuscitaram pelo poder de Deus, mas algum tempo depois voltaram a morrer. Jesus não! Ele foi o único que venceu a morte, pois morreu, voltou à vida (ressuscitou) e não morreu novamente, pelo contrário, está vivo à direita de Deus.

“Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus.” (Cl 3.1)
A Bíblia também nos diz com respeito à ressurreição que no “último dia”, o grande dia da segunda vinda de Jesus Cristo, todos seremos ressuscitados e compareceremos perante Deus para o julgamento:

“num abrir e fechar de olhos, quando tocar a última trombeta. Ela tocará, os mortos serão ressuscitados como seres imortais, e todos nós seremos transformados.” (1 Co 15.52 – NTLH),

“Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros.” (Ap 20.12)

A morte foi vencida por Cristo e nós também triunfaremos sobre ela!

“Assim, quando este corpo mortal se vestir com o que é imortal, quando este corpo que morre se vestir com o que não pode morrer, então acontecerá o que as Escrituras Sagradas dizem: “A morte está destruída! A vitória é completa! Onde está, ó morte, a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu poder de ferir?”(1 Co 15.54-55 – NTLH)

Para quem acredita que se morre e nasce de novo como outra pessoa, na bíblia fala:
"E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo"Hebreus 9:27

Danielle Sueli

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O que significa expiação?


O significado da palavra expiação está bastante ligado com os temas que já vimos até agora na série o que significa isso. Vimos o que significa queda, remissão de pecados e redenção, salvação e graça. Entender o que significa expiação é importante para sabermos exatamente como Deus nos tratou, mesmo sendo nós pecadores e merecedores da Sua ira.

Expiação significa que Deus dá o perdão dos pecados àqueles que se arrependem deles e se reconcilia com o pecador. Mas não para por aí: Essa reconciliação requer o sacrifício de alguém em substituição ao pecador arrependido. Lembre-se de que a pena estabelecida por Deus ao pecador lá no jardim do Éden foi a morte. (Gn 2. 17) Essa morte é muito mais do que a morte física, é a total separação da presença de Deus.

O pecador merece o justo castigo por ter ofendido a Deus com o pecado, mas o amor de Deus é tão grande que abençoou o ser humano com uma forma de ter o seu pecado perdoado sem ter de morrer.

No Antigo Testamento, os substitutos que davam a vida no lugar dos pecadores arrependidos eram os animais. Eles eram sacrificados no lugar do pecador arrependido. Morriam em seu lugar. Dessa forma Deus se satisfazia e perdoava o pecador. O sacrifício era aceito por Deus.

A partir de Jesus a coisa muda um pouco. Jesus Cristo é chamado na Bíblia de “Cordeiro de Deus”. Ele é o nosso substituto. Jesus fez expiação pelos nossos pecados. Ou seja, Ele, um inocente, deu a sua vida, o seu sangue no lugar do nosso, para nos reconciliar com Deus, para que Deus perdoasse os nossos pecados. Através desse sacrifício, Jesus nos reconciliou plenamente com Deus.

“Deus ofereceu Cristo como sacrifício para que, pela sua morte na cruz, Cristo se tornasse o meio de as pessoas receberem o perdão dos seus pecados, pela fé nele. Deus quis mostrar com isso que ele é justo.” (Rm 3. 25 – NTLH)

Escrito por André Sanchez do Blog Esboçando Ideias
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O que significa graça?


No artigo passado vimos o que significa salvação. Vimos que Deus providenciou uma forma de reconciliação entre nós (pecadores que merecem o justo castigo) e Ele (o que foi ofendido pelos nossos pecados e tem o direito de aplicar a pena estabelecida). Essa forma de reconciliação foi a morte de Jesus Cristo na cruz. Jesus pagou a divida que era nossa perante Deus. Assim, nós nos reconciliamos com Deus crendo (pela fé) na obra de Jesus Cristo. “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus”. (Efésios 2:8)

Faltou explicar o trecho: “Porque pela graça sois salvos”.

A palavra graça tem muitos significados na Bíblia, mas o principal deles aponta para o grande amor de Deus que salva as pessoas e as conserva unidas com Ele. Em outras palavras, a “graça de Deus” significa a decisão amorosa de Deus em nos salvar da maldição eterna e nos abençoar, mesmo nós não sendo merecedores.

É algo difícil para o mundo compreender. No mundo, aquele que ofendeu é quem deve ir em direção ao ofendido e buscar a reconciliação. A graça de Deus é o contrário: Deus (o ofendido) é quem veio em nossa direção (os ofensores) e nos ofereceu a reconciliação.

Portanto, a graça de Deus é muito grandiosa, pois foi através dela que Deus nos deu a esperança de termos os nossos pecados perdoados e uma nova vida nesta terra, e também uma vida eterna nos céus (salvação).

Outros significados da palavra graça:

• A soma das bênçãos que uma pessoa, sem merecer, recebe de Deus;

• A influência sustentadora de Deus que permite que a pessoa salva continue fiel e firme na fé;

• Louvor; gratidão;

• Boa vontade; aprovação;

• Beleza;

• Bondade;

• “De graça” é sem pagar nada.

*Definições da palavra “graça” retiradas do Dicionário da Bíblia de Almeida

Escrito por André Sanchez do Blog Esboçando Ideias
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15 de janeiro de 2014

O que significa salvação?


Nos artigos passados, já vimos o que significa queda, e na sequência vimos o que significa remissão de pecados e redenção. É importante relembrar que todos nós “caímos” e somos pecadores, e por isso somos merecedores da justa condenação de Deus [o pecado é um crime que cometemos contra Deus].

Mas Deus deu um passo em nossa direção quando providenciou uma forma de nos perdoar e ao mesmo tempo satisfazer a sua justiça: Jesus pagou a nossa divida e nos propiciou o perdão de nossos pecados e a nossa salvação…

Salvação significa que existe esperança para nós. Significa que Deus providenciou uma forma de sermos salvos da condenação eterna e justa. A salvação é a esperança que temos de uma nova vida nesta terra e de uma vida eterna no céu na presença de Deus.

A grande pergunta que precisa ser respondida é: Como eu faço para ser salvo?

Muitos acham que a salvação demanda algum tipo de esforço humano, de obras, ou de alguma qualidade especial para ser conseguida. Engano! Não é através da beleza, do poder, das boas obras, ou do dinheiro, que alguém é salvo.

A salvação é um dom de Deus, uma dádiva do Senhor, que é recebida gratuitamente através do “crer”: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus” (Efésios 2.8)

De forma prática, uma pessoa para ser salva, precisa se arrepender de seus pecados, [crer] que é uma pecadora, [crer] que estava destinada à condenação, [crer] que Jesus Cristo deu a vida Dele no lugar dela, [crer] que Jesus Cristo pagou a divida que era dela, [crer] que precisa se render totalmente a Jesus Cristo, [crer]em Jesus Cristo como Senhor e Salvador de sua vida.

É importante observar que muitas pessoas “acham” que foram salvas, pois algum dia disseram algumas palavras a Deus e pronto, mas ainda permanecem na mesma vida de antes. A marca da salvação na vida de uma pessoa é vista através dos frutos e das mudanças positivas que vão ocorrendo e demonstrando que de verdade ela recebeu Jesus em sua vida e é uma salva.

“Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus.” (Mt 7:17)

Hoje você aprendeu o que significa salvação. Mas existe um detalhe interessante no texto de Efésios 2. 8: ele diz que: “pela graça sois salvos”.

Escrito por André Sanchez do Blog Esboçando Ideias
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O que significa remissão de pecados e redenção?


No artigo passado vimos o que significa queda.Vimos que todos nós somos pecadores, que todos nós caímos no pecado, e por isso, somos merecedores da condenação de Deus. Se a história terminasse por aqui, certamente seríamos pessoas sem esperança e sem vida, pois estaríamos todos condenados por causa de nossos pecados. Mas Deus, para nos abençoar, providenciou a solução para o problema do pecado.

Remissão de pecados significa o perdão que temos da nossa dívida. Deus providenciou uma forma para que a nossa divida (nossos pecados) pudesse ser paga (perdoada) e assim, pudéssemos estar livres da condenação que merecíamos.

Sabemos que essa nossa dívida nos traria uma terrível condenação: “porque o salário do pecado é a morte” (Rm 6:23).

Deus interferiu nessa triste história que nós escrevemos e providenciou a nossa redenção.
Redenção significa que o próprio Deus, por meio do pagamento de um preço, nos perdoa e paga a nossa divida, dando-nos uma nova vida e a absolvição. Deus perdoa a nossa divida, e a condenação não mais se aplica a nós.

Esse preço capaz de pagar a nossa divida altíssima foi a morte de Jesus Cristo na cruz. O sangue de Jesus foi o preço pago pelos nossos pecados. Nós é que deveríamos ser condenados e pagar com o nosso sangue, mas Jesus nos substituiu e foi condenado em nosso lugar para nos dar a absolvição dos nossos crimes (pecados contra Deus).

“[por meio de Jesus]…temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça…(Ef 1. 5, 7-8)

Por isso se diz que Jesus nos deu a redenção (pagou a nossa dívida em nosso lugar e nos fez livres da condenação) e assim, tivemos a remissãodos nossos pecados (a nossa divida foi perdoada por Deus).

É importante dizer que esses “benefícios” (redenção e remissão) não são automáticos em nossas vidas, e apesar de estar disponível para todos, nem todos querem. Somente aqueles que creem e confessam que Jesus Cristo é o Salvador, e que se arrependem dos seus pecados é que podem gozar dessa bênção de Deus. Esses são salvos por Deus.

Fonte: Escrito por André Sanchez do Blog Esboçando Ideias
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10 de janeiro de 2014

O que significa queda?


O relato do livro bíblico de Gênesis nos mostra que Deus fez o homem e a mulher, colocou-os num jardim chamado Éden, onde eles deveriam viver as suas vidas em plena paz com Deus. A única regra colocada por Deus ao casal era que “de toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” (Gn 2:16-17)

Mais tarde, seduzidos pela serpente, que estava possuída pelo diabo, deram ouvidos às suas tentações e desobedeceram a Deus, comendo do fruto que Deus ordenou que não comessem (Gn 3). Deus já havia dito que a desobediência traria consequências terríveis a eles, mas mesmo assim preferiram desobedecer.

Quando Adão e Eva deram ouvidos à serpente e desobedeceram “caíram na tentação”, por isso chamamos essa ocasião de queda. Adão e Eva eram os representantes de toda a humanidade, por isso, as conseqüências de seu ato passaram a seus filhos, bem como a todos os que vieram depois deles.

A queda resultou no aparecimento do pecado, que é a nossa total disposição para fazer aquilo que desagrada a Deus. Todos nós imitamos a Adão e Eva, pois todos nós pecamos. “Portanto, da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram (Rm 5:12 – NVI)

A queda também nos trouxe a morte física e a condenação. Todos nós pecamos e merecemos ser condenados por Deus, pois Deus é Justo. (Gn 3)
Seria tudo extremamente trágico se parássemos por aqui. Seria terrível! No entanto, Deus providenciou uma esperança para que pudéssemos nos erguer da queda e sair desta vida de maldição que a queda e o pecado nos trouxeram. Enviou seu filho Jesus!

Escrito por André Sanchez do Blog Esboçando Ideias
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30 de novembro de 2013

O que significa “o véu do santuário se rasgou”?


Os evangelistas Mateus, Marcos e Lucas relatam em seus textos algo muito interessante que ocorreu logo após a morte de Jesus Cristo na cruz: “E Jesus, clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito. Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo; tremeu a terra, fenderam-se as rochas” (Mt 27. 50-51). Eles relatam que o véu que se encontrava no santuário se rasgou. Mas que relevância tem essa informação? O que significa esse fato?
Esse santuário citado no texto é o templo de Jerusalém. Era o local onde se concentrava o culto dos israelitas. Dentro desse templo havia um local mais reservado chamado de Santo dos Santos. A importância desse local era muito grande porque uma vez por ano o Sumo Sacerdote, fazendo o papel de mediador entre Deus e os homens, entrava nesse local para levar o pedido de perdão pelos pecados de todo o povo. Era um local que representava a presença viva de Deus. Somente o Sumo Sacerdote tinha permissão de entrar ali, o acesso era restrito. Qualquer outro que entrasse seria morto.
Esse local era separado do Lugar Santo por um pesado véu. Ao ultrapassar esse véu, o Sumo Sacerdote se achegava à presença de Deus mediando o contato entre Deus e o povo (Veja imagem abaixo).

Quando os evangelistas registram que após a morte de Jesus o véu se rasgou, estão indicando que, cumprida a missão de Jesus naquele momento, Deus abriu o acesso, através de Jesus Cristo, à Sua presença. O véu foi rasgado e o acesso a Deus foi aberto. Agora já não somos mediados por Sumos Sacerdotes, mas cada crente em Jesus Cristo é um sacerdote e tem livre acesso à presença de Deus. Somos mediados apenas por Jesus Cristo.
Escrito por André Sanchez do Blog Esboçando Ideias
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5 razões por que, como crente, não tomo bebidas alcoólicas


O assunto bebidas alcoólicas e cristãos é bem polêmico. Resolvi fazer este artigo por dois motivos: Primeiro, porque vejo muitos cristãos perdidos sem saber muito o que pensar sobre esse tema. Segundo, por ver alguns crentes causando muitos estragos por causa da forma com que fazem uso das bebidas alcoólicas, sem refletir muito. Os motivos abaixo são os meus motivos. Espero que possam servir para reflexão e, quem sabe, de direção para algumas pessoas que se sentem perdidas nesse tema.

1) Cristo me libertou, sou livre

Jesus Cristo me libertou de quaisquer imposições que a sociedade, a carne ou o diabo possam colocar sobre mim. A liberdade que Cristo me dá é suficiente para que eu tenha plenas condições de dizer “não” a qualquer coisa que achar inconveniente, mesmo se me for licita biblicamente. A Bíblia não me manda tomar bebidas alcoólicas, por isso, tenho a liberdade de dizer “não” se enxergo que ela não me convém, sem ser condenado por isso.

2) A linha entre o beber “socialmente” e a embriaguez é difícil de ser traçada

Apesar de concordar que a Bíblia proíba apenas a embriaguez, me pergunto: Quanto de bebida é necessário para que eu me embriague? Ainda não encontrei alguém que respondesse satisfatoriamente essa questão. Além do mais, o consumo de bebida alcoólica pode facilmente me enganar e me levar à embriaguez. É o que acontece com a maioria. Toda pessoa embriagada diz saber o limite. Nesse sentido, o organismo de cristãos ou não cristãos é igual. O limite é quase sempre desconhecido.
Alguns países estabelecem limites que determinam o que é estar embriagado ou não. O interessante é que esses “limites” são bem diferentes entre eles. Qual seria o real? Não sei! Não existe um consenso. Por isso, prefiro não brincar com algo tão forte e viciante quanto o álcool.

3) Onde moro a bebida é mal vista na vida de um cristão

No lugar onde moro, bebida alcoólica não é associada com uma vida correta diante de Deus. Eu sei que Deus vê o meu coração, mas não posso desconsiderar que sou sal e luz. Não posso desconsiderar que, como crente, devo pastorear os mais fracos na fé e ser um testemunho positivo na vida de quem ainda não conhece a Deus. Pra mim o espiritual vem antes do material. Se algo material traz um mal espiritual a mim ou a outra pessoa, tenho plena liberdade em Cristo de abrir mão dele, mesmo que me seja licito. É o que Jesus fez: Abriu mão de si mesmo pelo próximo.
Além disso, algumas questões me levantam dúvidas: Que exemplo estou dando aos mais jovens ou as pessoas de minha comunidade? Quando eles me veem bebendo, será que entendem a forma correta de usar a bebida ou entendem de uma forma negativa o meu ato? Com meu testemunho estou levando mal ou bem para a vida das pessoas, baseado na forma como a minha cultura entende a bebida na vida do crente? E aquela parcela de pessoas que têm tendência ao alcoolismo, será que não posso ser uma pedra de tropeço a elas?
Por mais esse motivo, não me envolvo com bebidas alcoólicas.

4) Bebidas alcoólicas fazem bem a saúde?

Já vi médicos defendendo certas doses de bebida alcoólica como saudáveis. Mas já vi também médicos defendendo que a bebida é bastante prejudicial. Novamente se debate a respeito de qual seria a quantidade exata que faria bem. E também se seria aplicada a qualquer organismo. Outra coisa que me preocupa: Será que a indústria da bebida não move seus pauzinhos para fazer a bebida “aparentar” algo bom com o propósito de manter seus lucros? Não sei! Mas é uma possibilidade.
Deus me deu um corpo para eu cuidar. Diante dessas questões, prefiro ainda não beber bebidas alcoólicas.

5) Existem outras opções

A bebida está associada na maioria das vezes a comemorações, a momentos de lazer, a “rebater” o calor (Isso em minha região que é muito quente). Porventura não há outras opções? Não há uma diversidade de bebidas que pode substituir a alcoólica e me trazer o mesmo prazer sem maiores complicações? É evidente que há! O problema é que muitas pessoas já estão viciadas e acham que estão se controlando. Isso é um sério problema. Por mais esse motivo me abstenho das bebidas alcoólicas.
Que Deus nos ajude a enxergar os nossos atos com mais profundidade! E que os nossos atos sejam canal de benção e não de maldição para nós e para as pessoas.
Fonte: André Sanchez - Esboçando Ideias
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Posso fazer jejum de chocolate, refrigerante, TV e etc? É bíblico?



#VocêPergunta: Gostaria de saber sobre jejum: É valido jejuar de algo no qual eu goste muito, exemplo: chocolate, café, refrigerante, etc. E o jejum de coisas que não são alimento? Deus aceita todos esses tipos de jejuns?
Cara leitora, o jejum é um ato espiritual. Quando jejuamos estamos mostrando que a dependência de Deus e o próprio Deus são prioridades sobre qualquer prazer (licito) que possamos ter na carne. Daí o fortalecimento espiritual que o jejum traz na vida de quem o pratica. Jejuar parece algo simples, mas não é, pois somos muito ligados aos prazeres (lícitos) da carne. Jejuar é sempre um desafio.
O padrão bíblico do jejum é o jejum de alimentos. A grande maioria das passagens bíblicas que falam sobre jejum aponta para esse tipo de jejum. Por exemplo: “Buscou Davi a Deus pela criança; jejuou Davi e, vindo, passou a noite prostrado em terra. Então, os anciãos da sua casa se achegaram a ele, para o levantar da terra; porém ele não quis e não comeu com eles.” (2Sm 12. 16).
Porém, temos também menção do jejum de alimento e de água, mas somente em casos mais especiais e por períodos menores (excetuando, é claro, o jejum de 40 dias praticamente sobrenatural de Moisés, Elias e Jesus). “Esdras se retirou de diante da Casa de Deus, e entrou na câmara de Joanã, filho de Eliasibe, e lá não comeu pão, nem bebeu água, porque pranteava por causa da transgressão dos que tinham voltado do exílio.” (Ed 10. 6)
Nesse sentido é importante ressaltar que o jejum deve sempre ser acompanhado de bom senso. Pessoas frágeis, de idade avançada, com problemas de saúde, ou que fazem trabalhos mais pesados, devem fazer jejum de uma forma que não as prejudique. Talvez essas pessoas devam optar por jejuns parciais, jejuns de algum tipo específico de alimento, etc. O que vale é aquilo que você combinar com Deus. Ele sabe seus limites e as intenções de seu coração. Jesus mostrou que o jejum é algo bem íntimo entre quem jejua e Deus: “Tu, porém, quando jejuares, unge a cabeça e lava o rosto, com o fim de não parecer aos homens que jejuas, e sim ao teu Pai, em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará. (Mt 6. 17)
E o jejum tirando coisas que gosto muito, tipo: Café, chocolate, refrigerante? Vou ainda mais longe: E o jejum de TV e coisas que não são alimento, são bíblicos?
Com relação ao jejum de um tipo específico de alimento, não vejo problema, já que temos exemplos bíblicos desse tipo de jejum (Dn 1. 8). É preciso apenas avaliar a intenção. Por exemplo, fazer um jejum de refrigerante para emagrecer e aproveitá-lo para o lado espiritual não é jejuar. Deixar de comer doce para controlar o diabetes e aproveitar como um jejum não é jejuar. O motivo da abstinência deve ser focado no lado espiritual. É claro que, em havendo a possibilidade de fazer o jejum total de alimentos, este deve ser feito.
Temos na Bíblia pelo menos dois exemplos de jejum de coisas diferentes de alimento e água. O primeiro é o um jejum feito por Daniel, onde além de jejuar de alimentos, jejuou de passar um tipo de perfume: “Naquela ocasião eu, Daniel, passei três semanas chorando. Não comi nada saboroso; carne e vinho nem provei; e não usei nenhuma fragrância perfumada, até se passarem as três semanas. (Dn 10. 2-3 – NVI). O segundo exemplo é uma orientação de Paulo a casais, que parece nos indicar abstinência por certo tempo com um propósito espiritual: “Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e, novamente, vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência.” (1Co 7. 5).
É importante observar que estes dois exemplos são pontuais e não a regra quando se trata de jejum nas Escrituras. No entanto, podemos ver que existe a possibilidade de fazermos outros tipos de jejuns, mas não em substituição do jejum de alimentos.
Mesmo que você jejue de algo que não é alimento, em minha opinião, isso não deve ser uma regra, não deve substituir o jejum bíblico; deve ser feito apenas por algum motivo especial. A única exceção que vejo são as pessoas que não podem se abster de alimentos por período nenhum por alguma causa específica (uma doença, por exemplo). Essas não precisam ficar sem jejuar, mas podem lançar mão de outras formas de jejum e estarão debaixo da aprovação de Deus.
O assunto “jejum” é muito amplo. Se você ainda tem dúvidas vale a pena pedir a orientação de seu pastor para que o jejum seja uma bênção e não algo prejudicial em sua vida.

Fonte: André Sanchez - Esboçando Ideias
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26 de novembro de 2013

O que significa jugo desigual?

Muitas pessoas têm dúvidas a respeito do real significado da expressão “jugo desigual”, traduzida do grego para o português dessa forma no texto de 2 Coríntios 6.14: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos…”

Começaremos nossa análise avaliando sobre o que o apóstolo Paulo está falando nesse texto. Fica bastante claro observando o contexto, que a fala de Paulo é sobre “sociedade”, “comunhão”, “harmonia”, “união” e “ligação” entre servos de Deus e pessoas incrédulas (v.v. 14-18). Todas essas palavras reforçam o pensamento de que o crente deve avaliar com muito cuidado seus laços de relacionamentos e negócios com incrédulos.



Dito isto, vamos avaliar a expressão grega “heterozugeo”, traduzida para o português como “jugo desigual”. No grego a expressão aponta para alguém que tem um relacionamento desigual ou que tem comunhão com alguém que não é semelhante. (Léxico de Strong). No português a palavra “jugo” aponta para uma “canga ou junta de bois” (Dicionário Priberam), que era um objeto que unia dois bois para que andassem no mesmo compasso, enquanto puxavam o carro de boi (veja imagem acima). Uma figura bastante clara de “algo” que une duas ou mais pessoas em torno de um objetivo em comum. Se o jugo estava desigual, os bois não conseguiam atingir o objetivo de fazer o carro de boi andar corretamente, além de sofrerem muito.

Para chegarmos ao significado real do texto, precisamos ainda avaliar as palavras citadas por Paulo para apontar esse tipo de união: sociedade, comunhão, harmonia, união e ligação.

A palavra sociedade, traduzida do grego “metoche”, significa partilhar, participar. A palavra comunhão, traduzida do grego “koinonia”, significa ter uma relação de intimidade, de comunhão intima com alguém. A palavra harmonia, traduzida do grego “sumphonesis”, significa concordância, acordo. A palavra união, traduzida do grego “meris”, significa uma parte designada, traduzida em algumas versões bíblicas em português como “em comum”. A palavra ligação, traduzida do grego “sugkatathesis”, significa aprovação, assentimento, acordo.

Colocados os significados das expressões, podemos entender que Paulo está falando nesse texto de uma união de pensamentos e propósitos nas relações entre crentes e incrédulos. Uma união de intimidade que os faz andar nos mesmos propósitos. Propósitos, é claro, conflitantes com a sã doutrina (jugo desigual) e, por isso, veementemente rejeitados por Deus.

Penso que Paulo não está proibindo aqui todo tipo de relacionamento com incrédulos, caso contrário, seria impossível realizar a obra de evangelização ordenada por Jesus e até viver nesse mundo.

O que está em foco aqui é uma união de propósitos que não combinarão nunca devido suas diferenças claras. Note as perguntas de Paulo que expõe o contraste claro desse tipo de união de propósitos: “que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo? Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos?” (2 Coríntios 6.14-16)

A ordem incisiva que segue a todos esses questionamentos de Paulo expõe o porquê Deus não quer esse tipo de união na vida de Seus servos: “Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor;não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei, serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso.” (2 Coríntios 6. 16-18)

Assim, o crente deve ser sábio para avaliar que tipo de “sociedade”, “comunhão”, “harmonia”, “união” e “ligação” assume com alguém descrente, pois podem ser prejudiciais à sua vida de cristão e estar em desacordo com a vontade de Deus. Lembrando que Paulo traz a ideia de que o crente é santuário de Deus, ou seja, Deus habita nele. No Antigo Testamento, quando o templo ainda existia, muitas vezes o povo de Deus trouxe coisas impuras para dentro do tempo, contaminando-o e provocando a ira de Deus e grande calamidade sobre si. O crente em Jesus, sendo santuário de Deus, não pode imitar esse mau costume prejudicial.

Para finalizar, é interessante notar que Paulo não nos deixou nenhuma lista para exemplificar que tipos de uniões estariam incluídas em sua proibição. Eu também não vou ousar deixar nenhuma lista. Creio que cada um deve avaliar caso a caso para tomar decisões acertadas sobre as relações de comunhão e intimidade que assume com descrentes, se estão ou não debaixo da bênção de Deus, se estão ou não em conformidade com a sã doutrina, se são ou não jugo desigual.

A base para a tomada de decisão está clara na exposição de Paulo nas Escrituras Sagradas.

Escrito por: André Sanchez
Fonte: Esboçando Ideias
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25 de novembro de 2013

Preciso ser batizado para participar da Santa Ceia?

Você Pergunta: Não vejo nada na Bíblia que ordene que as pessoas sejam batizadas para só depois poderem participar da Santa Ceia. Isso não é uma invenção da igreja? Onde está escrito que tem que se batizar para poder tomar santa ceia?


Caro leitor, muito interessante a sua indagação. Em primeiro lugar devemos ter em mente que a Bíblia não é um livro de “pode não pode”. Na Bíblia não contém um sim ou um não para cada situação específica possível que aconteça em nossa vida e sociedade. Ela tem sim algumas coleções de mandamentos, mas tem também princípios que devemos interpretar com sabedoria para chegarmos a conclusões sobre algum tema. É o caso do batismo ser realizado antes da Santa Ceia. Não temos um mandamento específico ordenando que a pessoa se batize antes de tomar da Santa Ceia, porém, temos alguns princípios que nos apontam que devemos sim proceder o batismo antes de servir a Santa Ceia a alguém:
(1) A ordem primária de Jesus aos Seus discípulos na grande comissão era para discipular e batizar os que crescem: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-osem nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.” (Mateus 28.19-20).
(2) O “crer” em Jesus é a condição mais básica do discipulado, que vai avançando na direção do batismo e do ensino cada vez mais aprofundado da doutrina de Cristo (crescimento cristão). Parece óbvio no texto que existe certa sequência no acontecimento das coisas. Será que seria correto alguém ser batizado antes de crer em Jesus e professar essa fé? Óbvio que não. Uma coisa depende da outra. O batismo só faz sentido se a pessoa já creu em Jesus.
Da mesma forma, será que alguém poderia participar da Santa Ceia antes de ter crido em Cristo? Não parece lógico e apoiado pelas Escrituras que as coisas aconteçam assim, em uma sequência confusa e sem embasamento algum.
(3) Esse pensamento está em conformidade, por exemplo,com o acontecimento de Atos 2.38: Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Observe que Pedro finaliza sua exposição da Palavra mostrando que eles precisavam se arrepender, crer e ser batizados. Após isso, é registrado algo interessante: ”Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas.”. Note que não houve uma Santa Ceia, mas um batismo após as pessoas crerem. E na sequência, ai sim, é registrado uma continuidade na vida cristã dessas pessoas como igreja: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. (Atos 2.42).
(4) Assim, a Bíblia parece nos apontar que uma vez que a pessoa creu em Jesus e é reconhecidamente crente, deve se dispor ao batismo, onde mostra diante de todos, mediante o lavar da água, que seu coração é de Deus. Seguido a isso a pessoa está credenciada a participar de todos os benefícios comunitários de ser uma serva de Deus e um deles é o de participar do corpo e do sangue de Cristo.
(5) Não encontro elementos na Bíblia que apoiem nem explicita nem implicitamente que a Santa Ceia possa ser tomada sem que a pessoa seja reconhecidamente da família cristã (igreja). Sendo o batismo um dos primeiros passos práticos dado pelo cristão após crer, logo, ele deve ser dado para que os outros passos venham na sequência. Dessa forma o cristão deve participar da Ceia tão logo seja batizado e tenha professado sua fé diante da comunidade.

Escrito por: André Sanchez
Fonte: Esboçando Ideias
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12 de junho de 2013

Não nos deixe cair em tentações




“E não nos deixes entrar em tentação; mas livra-nos do maligno (do diabo) [Porque teu é o reino e o poder, e a glória, para sempre, Amém.]” (Mateus 6.13)

“Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo Diabo. E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome. Chegando, então, o tentador, disse-lhe: Se tu és Filho de Deus manda que estas pedras se tornem em pães. Mas Jesus lhe respondeu: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus.” (Mateus 4.1-4 – AA.)

“Ninguém, sendo tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele a ninguém tenta. Cada um, porém, é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência (cobiça); então a concupiscência (cobiça), havendo concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.” (Tiago 1.13-15 – AA.)

“Não vos sobreveio nenhuma tentação, senão humana; mas fiel é Deus, o qual não deixará que sejais tentados acima do que podeis resistir, antes com a tentação dará também o meio de saída, para que a possais suportar.” (1 Coríntios 10.13 – AA.)

Aprendemos que o Senhor Deus não pode ser tentado para o mal e Ele não tenta a ninguém para o mal. Ninguém pode dizer: “Deus me fez pecar para aprender isso ou aquilo!” Mas Deus permite que sejamos tentados pelo diabo, a fim de que tomemos a decisão de não pecar, mesmo diante de necessidades legítimas, como foi o caso do Senhor Jesus no deserto. O Espírito Santo conduziu o Senhor ao deserto para ser tentado pelo diabo para que o diabo fosse derrotado por Jesus. Quando Deus permite tentações em nossa vida, na verdade Ele está planejando nos dar vitória sobre o inimigo naquela área.

CADA UM É TENTADO POR SUA PRÓPRIA COBIÇA – Quando é que uma necessidade se torna uma cobiça? É quando a necessidade começa a tomar o lugar que pertence a Deus em nossa vida. Deus sempre vem primeiro, Ele não aceita o segundo lugar. Disse Jesus: “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim [...].” (Mateus 10.37a)

Por que o Senhor Jesus venceu o diabo no deserto? Porque apesar da fome de quarenta dias Deus continuou em primeiro lugar: “[...] Nem só de pão viverá o homem, MAS, DE TODA A PALAVRA QUE PROCEDE DA BOCA DE DEUS.” (Lucas 4.4)

“Inclina o meu coração para os teus testemunhos, e não para a cobiça.” (Salmos 119.36 – AA.)

“Todo o dia o ímpio cobiça; mas o justo dá, e não retém.” (Provérbios 21.26 – AA.)

“Outros ainda são aqueles que foram semeados entre os espinhos; estes são os que ouvem a palavra; mas os cuidados do mundo, a sedução das riquezas e a cobiça doutras coisas, entrando, sufocam a palavra, e ela fica infrutífera.” (Marcos 4.18-19 – AA.)

“E disse ao povo: Acautelai-vos e guardai-vos de toda espécie de cobiça; porque a vida do homem não consiste na abundância das coisas que possui.” (Lucas 12.15 – AA.)

“Bem-aventurado o homem que suporta a provação; porque, depois de aprovado, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu aos que o amam.” (Tiago 1.12 – AA.)

“Porquanto guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para pôr à prova os que habitam sobre a terra. Venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, donde jamais sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, da parte do meu Deus, e também o meu novo nome. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.” (Apocalipse 3.10-13 – AA.)

: : Pastor Antônio Cirilo
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17 de abril de 2013

Como saber que a minha religião é verdadeira?




Como saber que a minha religião é verdadeira
Referência: Tiago 1.19-27

INTRODUÇÃO

1. A ênfase neste parágrafo é sobre o auto-engano (1:22,26). Se um crente é enganado porque o diabo o engana é uma coisa, mas se ele peca porque engana-se a si mesmo, é uma coisa muito mais séria.
2. Muitas pessoas estão pensando que estão salvas e ainda não estão (Mt 7:22-23).
3. Muitas pessoas pensam que são espirituais e não são (Ap 3:17).
4. A verdadeira religião está centrada na Palavra de Deus. Quais são as evidências de um crente verdadeiro?

I. O CRENTE VERDADEIRO TEM SUA VIDA CENTRADA NA PALAVRA DE DEUS – V. 18,21,22-25

1. Ele nasce da Palavra de Deus – v. 18
A Palavra de Deus é a divina semente. Quando ela é aplicada em nosso coração pelo Espírito Santo, acontece o milagre do novo nascimento. Nascemos, então, de cima, de Deus, do Espírito. Recebemos, então, uma nova natureza, um nova vida.

2. Ele acolhe a Palavra – v. 21
a) Preparação própria para receber a Palavra – “Portanto, despojando-vos de toda impureza e acúmulo de maldade…”. A Palavra de Deus é comparada a uma semente e o coração do homem a um solo. Jesus falou de quatro tipos de solo: o solo endurecido, o superficial, o congestionado e o frutífero. Antes de acolhermos a Palavra, precisamos remover a erva daninha da impureza e da maldade.

b) Requerida atitude para receber a Palavra – “Acolhei com mansidão a Palavra em vós implantada…”. A mansidão é o oposto da ira (1:19). Precisa adubar o terreno para que a semente frutifique. A Palavra deve ter raízes profundas em nossa vida em contraste com a superficialidade. Aceitamos de bom grado a transformação que Deus opera em nós através da Palavra.

c) O resultado da recepção da Palavra – “… a qual é poderosa para salvar a vossa alma”. Quando nascemos da Palavra, ouvimos a Palavra, recebemos a Palavra e praticamos a Palavra podemos ter garantia da salvação.

3. Ele pratica a Palavra – v. 22-25
a) Quem pratica a Palavra conhece a si mesmo – v. 23-24 – A Palavra aqui é comparada não como SEMENTE, mas como ESPELHO. O principal propósito do espelho é auto-exame. Quando você olha para dentro da Palavra e compreende o que ela diz, você conhece a você mesmo: seus pecados, suas necessidades, seus deveres e suas recompensas. Ninguém olha no espelho e logo vai embora sem fazer nada. Você olha no espelho para saber se já penteou o cabelo, se já lavou o rosto ou se a roupa está bem passada. Você olha no espelho para ver as coisas como elas são. Quando você olha no espelho você descobre que tipo de pessoa você é e como você está.

Perigos quanto ao espelho: a) Olhar apenas de relance no espelho – Muitas pessoas não estudam a si mesmas quando lêem a Bíblia. Muitas pessoas lêem a Bíblia todo dia, mas não a observam. Muitos lêem por um desencargo de consciência, mas não se afligem por não colocar em prática; b) Esquecer o que se vê no espelho – Muitas vezes lemos a Bíblia tão desatentamente que nem conseguimos ver quem nós somos, como está a nossa aparência. Não temos convicção de pecado. Não sentimos sede de Deus. Não falamos como Isaías: “Ai de mim!”. Não falamos como Pedro: “Senhor, aparta-te de mim, porque eu sou um pecador”. Não falamos como Jó: “Eu me abomino no pó e na cinza”; c) Fracassar em fazer o que o espelho mostra – Não basta ler a Bíblia, é preciso praticá-la. Não basta falar, é preciso praticar. Reunimo-nos muito para conhecer e pouco para praticar. Gastamos os assentos do bancos e pouco as solas dos sapatos.

b) Quem pratica a Palavra torna-se verdadeiramente livre – v. 25 – Por que Tiago chama a lei de Deus de “lei perfeita, lei da liberdade?” É porque quando a obedecemos Deus nos liberta. Aquele que comete pecado é escravo do pecado (Jo 8:34). Disse Jesus: “Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8:31-32). Deus não deu a sua lei como meio de salvação, mas a deu como um estilo de vida para os salvos, aqueles que haviam sido redimidos (Ex 20:2).

c) Quem pratica a Palavra torna-se bem aventurado no que realizar – v. 15 – Ouvir a palavra sem praticá-la é enganar-se a si mesmo. É como olhar no espelho e ver a roupa suja e não fazer nada. Ouvir a Palavra e não praticar é ter uma falsa religião. O fim é engano, é tragédia. Mas, quem obedece a Palavra é bem sucedido em tudo quanto faz (Js 1:6-8).

II. O CRENTE VERDADEIRO TEM RELACIONAMENTOS GOVERNADOS PELA PALAVRA – V. 19-20

1. Ele é pronto para ouvir – v. 19
Está pronto para ouvir a Palavra de Deus.
Está pronto para ouvir as pessoas.
“Pronto” é taxis, que significa rápido.
Temos dois ouvidos e apenas uma boca amuralhada de dentes.
Esta é a regra de ouro na comunicação interpessoal.

2. Ele é tardio para falar – v. 19
Precisamos estar atentos no que falamos, como falamos, quando falamos, com quem falamos e por que falamos?
Tardio é bradis, que significa retardado mental, lerdo de raciocínio.
A vida e a morte estão no poder da língua.
As três peneiras de Sócrates.
A recomendação de Paulo Em Efésios 4:25,29

3. Ele é tardio para irar-se – v. 19
Há dois perigos com respeito à ira: 1) A explosão da ira – temperamento indisciplinado; 2) A implosão da ira – temperamento encavernado.
Há mágoas dentro da igreja que adoecem o corpo.
Onde as pessoas se ferem em vez de se amarem e se perdoarem, Satanás leva vantagem sobre a igreja (2 Co 2:11).

III. O CRENTE VERDADEIRO TEM SUA AÇÕES RELIGIOSAS DIRIGIDAS PELA PALAVRA – V. 26-27

A religião pura e verdadeira vai muito além de doutrinas e ritos. Envolve prática, ação. Hoje há um divórcio entre o que professamos e o que vivemos. Aqui Tiago menciona dois aspectos negativos e um positivo.

1. Ele tem controle da sua língua – v. 26
Tiago alerta para o perigo de um temperamento doente e explosivo e de uma língua solta (1:19,26). Jesus disse que a pessoa que nutre raiva que desemboca em ofensa ao próximo é passível do fogo do inferno (Mt 5:22). Jesus disse: “Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no dia do juízo; porque pelas tuas palavras serás justificado e pelas tuas palavras serás condenado” (Mt 12:26,37).
Tiago compara a língua como um cavalo fogoso sem freios, um navio sem leme que pode espatifar-se nas rochas, uma fagulha que incendeia uma floresta, uma fonte contaminada, uma árvore que produz frutos venenosos, um mundo de iniquidade e uma fera indomável.
Jesus disse que é a língua que revela o coração (Mt 12:34-35). Uma língua controlada significa um corpo controlado (3:1).
A maledicência é o pecado que Deus mais abomina (Pv 6:19).

2. Ele tem retidão pessoal – v. 27b
Nós vivemos num mundo de imundície moral (1:21, 27). O mundo é esse sistema corrompido que se opõe a Deus. Ser amigo do mundo é ser inimigo de Deus (4:4). A marca de um crente verdadeiro é se ele se afasta desse sistema mundano.
O salvo tem uma vida nova, uma vida diferente: namoro, casamento, sexo, trabalho, lazer, roupas, festas, diversões, dinheiro.
O mundo é a sociedade sem Deus. Estamos fisicamente no mundo, mas não espiritualmente no mundo (Jo 17:11-16). Não podemos ser amigos do mundo, nem amar o mundo, nem nos conformarmos com o mundo, para não sermos condenados com o mundo. Exemplo: Ló, Demas.

3. Ele tem compaixão dos necessitados – v. 27
Tiago não está falando enfocando a questão doutrinária, mas um assunto de prática cristã. O conteúdo da fé é a morte expiatória de Cristo e sua ressurreição gloriosa. O cuidado dos necessitados não são o conteúdo do Cristianismo, mas a sua expressão.
A preocupação prática da religião de uma pessoa é o cuidado pelos outros. A religião é a prática da fé. É a fé em ação. Seremos julgados com base nesse aspecto prático da religião (Mt 25:34-46).
Quando nós olhamos no espelho da Palavra, nós vemos a Deus, a nós mesmos, e também o nosso próximo (Is 6:3-8). Palavras não substituem obras (2:14-18; 1 Jo 3:11-18).

CONCLUSÃO:
Aquele que professa a verdadeira religião possui três benefícios gloriosos:
1. Aceitação de Deus – v. 27 – Somos aceitos por Deus em Cristo para a salvação. Mas quando exercemos a nossa fé em obediência a palavra, o nosso serviço é aceito por Deus como aroma suave (Fp 4:18). Quando Tiago diz que há uma religião pura e sem mácula aceitável diante de Deus, significa dizer que há uma religião que não é aceitável por Deus. Qual é ela? É aquela apenas de palavras, de uma fé que não tem obras.

2. Bênção pessoal – v. 25 – “… esse será bem-aventurado no que realizar”. Você quer que Deus o abençoe? Então, leia a Palavra, descubra o que ela diz e viva de acordo com a Palavra.

3. Bênção para outras pessoas – v. 27 – Tornamo-nos instrumentos de Deus para aliviar o sofrimento das pessoas necessitadas. Seremos, então, o sal da terra e a luz do mundo.


Escrito por:  Hernandes Dias Lopes
Fonte: Gospel Prime
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